Talvez você imagine que terapia seja simplesmente sentar em uma cadeira e contar o que aconteceu durante a semana. Às vezes, é exatamente isso. Você fala. Eu escuto.
Mas existe algo acontecendo nesse encontro. Aquilo que parecia confuso começa a ganhar palavras. Uma situação que parecia isolada começa a se conectar com outras experiências. Você percebe uma maneira recorrente de se relacionar. Reconhece um sentimento que costumava ignorar. Enxerga uma necessidade que sempre colocou em segundo plano. Ou percebe que determinada escolha que parecia óbvia talvez não seja mais tão óbvia assim.
A terapia não acontece porque alguém possui todas as respostas. Ela acontece também porque existe um espaço de encontro. Um espaço em que você pode olhar para si sem precisar desempenhar o papel que costuma desempenhar para o restante do mundo.
Não significa que toda sessão será transformadora. Nem que você sairá sabendo exatamente o que fazer. Algumas sessões serão difíceis. Outras serão silenciosas. Algumas poderão trazer alívio. Outras poderão trazer perguntas.
E talvez seja justamente aí que esteja parte do processo.
A terapia não precisa produzir uma resposta para cada pergunta. Às vezes, ela ajuda você a descobrir quais são as perguntas que realmente importam.
